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quinta-feira, 3 de julho de 2014

RECEITINHAS: Trabalhando a alfabetização e a autoestima (Pizza de Omelete)



Olá, Pessoal!
Coloquei uma nova categoria no blog, chamado RECEITINHAS, pois através da culinária é possível desenvolver vários aspectos na criança. Todas as receitas que colocarei aqui no blog poderá ser feito com as crianças, sempre com supervisão dos adultos.

A RECEITINHA de hoje foi criada por mim e é a PIZZA DE OMELETE. Essa receita é bem nutritiva, mas como vai tomatinhos, queijo e orégano fica com gostinho de pizza e as crianças adoram. Além disso, coloco alguns legumes (se, por acaso, a criança se recusa a comer legumes, é só amassa-los e mistura-los na massa que eles não ficarão tão visíveis).

Com o preparo de receitas, é possível desenvolver várias habilidades na criança. Hoje focarei na união familiar, no desenvolvimento do sentimento de segurança, na autoestima positiva,  na autonomia- habilidades relacionadas ao psicológico- e no processo de leitura (para as crianças em fase de alfabetização). Para isso, separe um tempo para fazer essa culinária com seu filho, em família. Ajude-o e supervisione todo o processo.

- Crianças entre 3 e 4 anos: coloque os ingredientes para ela e a deixe misturar numa vasilha de plástico (que não quebre facilmente). Lembre-se que hoje não é dia de limpeza, não fique preocupada com a sujeira e limpe tudo depois. Pontue que ela está fazendo direito, que vai ficar uma delícia e que ela é muito esperta. Essas pontuações e o fato de deixar ela fazer do jeito dela (mesmo com a bagunça) fazem com que ela confie em si própria. Quando pronta, deixa-a provar, dê para os outros familiares proverem e elogie (somente se ficar bom, pois a criança sente quando é verdade ou mentira, sinceridade sempre). Se não ficar tão bom (o que pode acontecer) fale que tentarão novamente e que "errar a mão" faz parte (assim ela aprenderá a lidar com o erro e com as frustrações).

- Criança alfabetizadas ou em fase de alfabetização: deixe a criança ler a receita (ou tentar a ler, ajude se necessário), colocar e misturar os ingredientes. Nessa idade apenas supervisione e na hora de ir para o fogão, faça você com a criança por perto. Deixa-la fazer tudo, desenvolve também a autonomia. Para trabalhar a alfabetização e autoestima em relação a leitura, deixe-a ler, ajude-a e elogie quando ela conseguir e tiver avanços. Quando a receita estiver pronta, faça o mesmo que foi descrito anteriormente.

Toda essa atividade, por si só, propiciará aproximação entre os familiares (o que mais para frente se refletirá em cumplicidade e amizade entre pais e filhos), sentimento de segurança, confiança em si e autonomia. Além de ser muito divertido para as criança.

Tente fazer essas atividades de culinária de vez enquando, pois assim o resultados em relação aos comportamentos, ao psicológico e a alfabetização serão mais efetivos.




CHEGA DE PAPO E VAMOS A RECEITINHA!


INGREDIENTES (receita que serve uma criança):
1 Ovo
1 Xícara de chá de seleta de legumes de sua preferência bem cozida
1 Xícara de chá de queijo mussarela ralada
4 ou 5 Tomatinhos cereja
Meio dente de alho amassado
Orégano a gosto
Sal a gosto
Óleo só para untar a frigideira (se quiser tire o excesso do óleo)

MODO DE PREPARO:
Bata o ovo o sal e o orégano numa vasilha. Coloque os legumes já cozido (se você quiser pode amassá-los) numa frigideira com um pouquinho de óleo com o alho, em seguida jogue a mistura do ovo e, por último, coloque o queijo e os tomatinhos.

BON APPETIT! 


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Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga





quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Aprendendo a cuidar de si com os bonequinhos que crescem o cabelo. (Desenvolvendo a autoestima e outros aspectos da personalidade)



Como sabem sou Psicóloga Infantil e estou sempre a procura de idéias para ajudar meus pequenos pacientes.

Há cerca de um ano atrás comecei a atender uma menininha de 9 anos que era uma graça, mas muito desleixada. A mãe reclamava que a filha era desorganizada em tudo: com o material escolar, com os estudos, com suas coisas em casa e até mesmo com si própria. Lili (nome fictício) adorava fugir dos cuidados básicos de higiene (segundo a mãe a hora do banho e de escovar os dentes era hora de briga entre elas). Em resumo, Lili não tinha cuidado com nada, não sabia cuidar das suas coisas, dos outros e inclusive de si mesma.

Esse desleixo está intimamente ligado com a autoestima (falta de amor próprio) e/ou com a falta de estímulo para o cuidado com o outro e consigo mesmo

Desde criança observamos os cuidados que os adultos (sendo a mãe o modelo principal) têm conosco e ao internalizar esses cuidados, começamos a seguir os modelos. Mas muitas vezes é necessário que a criança seja estimulada a ter certos cuidados com si próprio e com o outro. 

Acredito que a negligência e falta de cuidado com a criança gera o desleixo, o que tem  forte ligação com o desenvolvimento da baixa autoestima. Porém o cuidado excessivo, quando a criança não precisa se preocupar com nada, faz com que ela não veja a necessidade do cuidar, isso também gera o desleixo.

 A falta de cuidado consigo próprio pode trazer dificuldades escolares (devido a desorganização), problemas de socialização (no caso da minha paciente as outras crianças zombavam dela, fato que intensifica a baixa autoestima), além disso, com a chegada da adolescência (fase em que há uma preocupação com o corpo e estética) pode haver conflitos, já que a criança tende a querer a se cuidar, mas não sabe como.

Então, para ajudar Lili, trabalhei em consultório vários aspectos relacionados ao cuidado com o corpo, a importância da higiene e da organização. Quando percebi que alguns cuidados já tinham sido internalizados, dei de presente para ela o bonequinho que cresce o cabelo (segue o vídeo do passo-a-passo acima ou Clique aqui).

Conversei com a Lili sobre o "Cabeludos",  mostrei que seria responsabilidade dela os cuidados e que ele só iria sobreviver (e o cabelo crescer) se ela disponibilizasse parte do tempo dela se dedicando ao bonequinho. 

Por fim, o bonequinho sobreviveu e o cabelo cresceu. Aos poucos fui trazendo os cuidados com o "Cabeludos" para a realidade dela e com o tempo, Lili passou a se olhar de outra forma,  a se cuidar melhor e consequentemente, passou a ter mais confiança em si (sua autoestima melhorou).  Quanto ao seu comportamento, as guerras para tomar banho diminuiriam, o material escolar passou a ser mais organizado a socialização melhorou.

Pois é, o bonequinho parecia ser uma bobeira de criança, mas juntamente com o processo terapêutico ajudou nas mudanças de comportamento da minha pequena paciente.

FICA A DICA: O bonequinho pode trazer mais benefícios além do "cuidar de si" e de melhorar a autoestima. Se você propor de fazer o "Cabeludos" com a criança, ela desenvolverá habilidades artísticas, a coordenação motora e a atenção focada. Ideal para criança com problemas de déficit de atenção e obviamente, com questões de desorganização, desleixo e baixa autoestima.

OBS: O vídeo eu encontrei na internet. É da Gabi Castro, que tem um canal de artesanatos infantil no YouTube. É excelente! 


Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga









quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Minhas contribuições para a reportagem do Delas-IG sobre Autoestima Infantil.

Neste mês fui entrevistada pela jornalista da IG e dei minhas contribuições sobre o assunto autoestima das crianças. Segue a reportagem. 


11 frases dos pais que acabam com a autoestima das crianças.



Ajudar os filhos a amadurecer de forma saudável é uma das tarefas mais importantes dos adultos. Veja o que se deve evitar falar para que as crianças cresçam plenas e felizes


Raquel Paulino - especial para o iG São Paulo

Nos acertos e nos erros, a criança olha ao seu redor e vê as pessoas com quem sempre poderá contar: seus pais. Possibilitar a sensação de amparo e incentivar a seguir em frente é a melhor maneira de os adultos auxiliarem seus filhos a terem uma autoestima sólida e, consequentemente, uma postura confiante ao longo de todas as fases do amadurecimento
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Os benefícios da boa autoestima infantil são muitos. A psicóloga Katia de Paiva Accurso,especializada em psicoterapia e psicodinâmica infantil pela Universidade Mackenzie, lista alguns: “As crianças desenvolvem-se plenamente, com alegria de viver, explorando o que encontrarem pelo caminho. Lidam melhor com as frustrações, que são inevitáveis em nossas vidas. Aprendem mais na escola, pois não temem demonstrar dificuldades e dúvidas. Se permitem ser criativas, já que não se prendem a modelos. Serão mais independentes, uma vez que sabem que são amadas pelos pais onde quer que estejam”

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A psicóloga clínica especializada em crianças pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Ana Paula Miessi concorda. “A autoestima consolidada na infância forma adolescentes mais tranquilos, que conseguem enxergar os dilemas típicos da idade com mais clareza e lidar melhor com eles”, diz.


O problema é quando a educação dada pelos pais, por autoritarismo ou por falta de conhecimento sobre o assunto, não ajuda as crianças a construírem uma base de confiança para a vida. Quando a criação é baseada em frases que diminuem os filhos ou os fazem se sentir inseguros na maior parte do tempo (confira na galeria de fotos acima), as chances de a adolescência e a vida adulta serem mais complicadas são bem maiores. 


“Sem uma boa autoestima, podem surgir problemas nos relacionamentos, tanto de amizade quanto amorosos, compulsão por dinheiro, distúrbios alimentaresproblemas com álcool e com drogas”, afirma Ana Paula. Katia complementa que “essa pessoa tende a ser mais introspectiva, insegura ou agir de maneira prepotente e arrogante, justamente para ocultar sua imensa insegurança. Autoestima rebaixada traz consigo angústia, tensão constante e dependência”.

Depois de muito ler em livros e na internet sobre o assunto e de trocar ideias com outras mães em grupos de discussão em redes sociais, a artesã Camilla Werner incorporou ao dia a dia de sua família várias atitudes para promover a autoestima dos filhos Theo, de nove anos, Eloah, de cinco, e Isabella, de três. “Evito adjetivos negativos, porque a criança acaba incorporando aquilo à sua personalidade”, exemplifica.
Ela segue direitinho as orientações psicológicas contemporâneas. “Prefiro focar nas atitudes, conversar. Claro que às vezes, na hora do nervoso, a gente não pensa e corre o risco de falar algo de que se arrependerá. Quando isso acontece, não tenho problema em chamá-los depois e explicar que me expressei mal porque estava nervosa. Que não tinha a intenção de criticá-los pessoalmente. Tento acertar o máximo possível, porque quero que eles sejam adultos completos e felizes.”

Algumas frases que interferem negativamente na autoestima infantil:

1- Por que você não é igual ao seu irmão?
2-Você é terrível mesmo, não tem jeito!
3- Eu vou embora se você não parar com a birra!
4- Que feio você é por ter feito isso.
5- Se você fizer isso errado, vou contar para o seu pai ou sua mãe.
6- Você é muito mentiroso.
7- Você só sabe mentir mesmo.
8- Que notas ruins, como você é burro!
9- Nota baixa de novo, você é burro mesmo!
10- Você será sempre o bebê da mamãe.
11- Deixe que eu faço, você está fazendo tudo errado.


Se quiser, confira a reportagem no portal IG: