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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Quando é necessário procurar um psicólogo?


  Quando é necessário procurar atendimento psicológico? Ou mais, quando de fato as pessoas recorrem a psicoterapia? 

Essa é a pergunta que eu mais escuto no meu dia-a-dia. A resposta em geral é muito simples e serve tanto para adultos ou pais que procuram terapia para seus filhos. A busca por tratamento psicológico se dá quando há algum sofrimento envolvido, no qual a pessoa não consegue sair do conflito sozinha.

Em adultos a busca acontece quando passam por alguma fase difícil como separação, perda de algum ente querido, problemas em relacionamentos amorosos e dificuldades no cotidiano de trabalho. Além disso, muitos buscam ajuda psicológica devido a diagnósticos psiquiátricos que podem ou não estar atrelados as questões citadas acima como: Depressão , Alcoolismo ,TOC, Bulimia/Anorexia, Síndrome do Pânico e outros. 

Cada vez mais idosos procuram por tratamento psicológico a fim de viverem melhor essa fase e superar perdas e mudanças recorrentes na vida. Também buscam a psicologia para tratamento de Alzheimer, Parkinson e outras doenças degenerativas do cérebro com o objetivo de terem estímulo da memória,cognição e psicomotora.

Já as crianças chegam até a mim pelos principais motivos: medo excessivo, dificuldades de aprendizagem, ansiedade (com sintomas que prejudicam o sono), questões em relação a separação de pais, dificuldade de socialização e questões escolares.
 
O trabalho do psicólogo também tem o intuito de ajudar crianças (ou adultos) com Autismo, TDAH e outros transtornos. O tratamento foca em estimular as capacidades que estão em deficits e ajuda o paciente a conviver e se adaptar ao seu cotidiano. O tratamento, nestes casos, também conta com orientações de pais e escolar.


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Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga





quarta-feira, 16 de abril de 2014

Falando da Depressão no adulto e na criança. Sintomas e tratamento.




Depressão é uma doença grave e se não for tratada adequadamente interfere na vida do indivíduo como um todo. 
Em nós adultos a depressão é mais fácil de ser diagnosticada, pois o adulto aponta o que está acontecendo, ou então, a família percebe que algo errado está acorrendo e procura ajuda. Mas com as crianças é diferente, pois elas não conseguem nomear o que sentem, acabam somatizando o sofrimento e passam a se queixar de dores físicas e orgânicas que é algo mais concreto para elas , ou então, elas se fecham  e passam a ser consideradas tímidas pelos pais que custam a perceber que o filho precisa de ajuda.
Essa dificuldade da criança  de expor o que sente dificultou a Psiquiatria em reconhecer a Depressão como uma doença infantil. Até  pouco tempo atrás os sintomas eram tratados separadamente como fobias específicas. Porém, a Depressão não é um ou outro sintoma, mas sim o conjunto de alguns sintomas e, ao contrário do que muitos pensam, não significa apenas estar triste.

Segue aí algumas diferenças da tristeza e Depressão. (Lembrando que tristeza é um sentimento e todos nós sentimos por algum motivo):


Quanto ao tratamento da Depressão Infantil, nem sempre deve ser tratada com medicamento, é possível controlar alguns casos mais leves com a psicoterapia e com orientação de pais. Mas como a Depressão possui também a causa genética, as vezes é necessário tomar alguma medicação.

Alguns sintomas merecem atenção:

1-) Criança quieta demais. A criança está sempre em atividade, pois tem necessidade de explorar e descobrir o mundo. Quando ela se sente insegura e com medo, ela se retrai e essa vontade de descobrir coisas desaparece.
2-) Cansaço e falta de energia.
3-) Medo de separar da mãe ou dos cuidadores em geral.
4-) Qualidade de sono ruim. Criança que dorme bem, acorda disposta e alegre. Fique atenta se a criança tem o sono interrompido por pesadelos, choro excessivo antes de dormir porque não quer ficar só e enurese noturna.
5-) Criança que reclama o tempo todo de dores no corpo (dores de barriga, dor de cabeça etc.).
6-) Falta de interesse por atividades e brincadeiras que gostava de fazer.
7-) Perda da iniciativa e deixam de aprender. Criança saudável é curiosa e tem capacidades plenas para a aprendizagem.
8-) Alterações de apetite.

OBS: Reforço aqui que se a criança tem um dos sintomas não quer dizer que ela tenha Depressão. Se há dúvidas, procure um profissional para fazer o diagnóstico exato.

Para quem ainda não viu, a Organização Mundial da Saúde (OMS) produziu  um vídeo que circula pelo mundo inteiro e esclarece sobre os sintomas e tratamento da depressão com enfoque no adulto. Vale a pena assistir, "Eu tinha um cachorro preto, seu nome era Depressão."




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Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Os perigos dos alisantes de cabelo para as crianças. Uma questão comportamental e social a ser questionada.


No último domingo o programa Fantástico mostrou que crianças e grávidas estão fazendo alisamento no cabelo sem saber que há formol nos alisantes.

Segundo o Fantástico:

"Promessas de escovas permanentes que deixam os fios mais bonitos sem fazer mal à saúde, e que seriam permitidas até para crianças e grávidas, são falsas.
O que o Fantástico mostra é um alerta:  as promessas de escovas permanentes que deixam os fios mais bonitos sem fazer mal à saúde, e que seriam permitidas até para crianças e grávidas, são falsas. Por trás desses rótulos, estão substâncias que liberam o componente mais perigoso, e proibido,  em tratamentos nos cabelos. O formol está de volta. Só que agora, escondido."

Tenho que dizer que eu mesma,ao frequentar o salão (obviamente para fazer qualquer coisa, menos alisamento e relaxamento), já vi meninas com menos de 10 anos fazendo o alisamento. Na minha cabeça as questões que me vêm são: O que esta criança está fazendo aqui ao invés de estar brincando? Por que ela já tem que seguir padrões sociais rígidos, no qual as mulheres são mais aceitas por terem cabelos lisos?

O formol é prejudicial para qualquer pessoa e o perigo se intensifica em crianças e grávidas.


Para as gestantes o uso da substância pode ocasionar abortos, complicações e partos prematuros. Para os recém nascidos há riscos de paralisia cerebral, complicações fetais e má formação.

Para as crianças, devido a pele fina e delicada, há outro agravante, pois elas absorvem mais o formol do que os adultos. Ou seja, a chance da criança ser intoxicada e ter de ser levada ao hospital as pressas é bem grande, sem contar nos problemas de saúde que o produto ocasiona a longo prazo.

Segue abaixo os riscos dos alisantes:





Como Psicóloga não tenho como não pensar na questão comportamental. Por que crianças são submetidas tão rigidamente a padrões sociais como: alisamento e tintura de cabelo, uso de maquiagem, manicure e outros? E pior, elas dizem querer alisar os cabelos e fazer as unhas.

O que eu acredito é que cada vez mais nossas crianças estão submetidas aos padrões de beleza ditados pela mídia e isso gera o que eu chamo de "adultilização da infância", ou seja, as crianças  amadurecem precocemente e assim, passam a apresentar comportamentos que são típicos de adolescentes e adultos.

Como essa "adultilização da infância" tem sido algo social e cultural, os pais não percebem esse amadurecimento precoce, acabam não interferindo  e até incentivando tais comportamentos. E então, o que parece bobeira pode ocasionar: distúrbios alimentares (a bulimia está cada vez mais comum em meninas menores de 11 anos), ansiedade e depressão. Lembre-se que pular fases do desenvolvimento, normalmente, significa acarretar problemas na fase seguinte.

FICA DICA: além das substâncias químicas usadas nos alisamentos e tinturas serem prejudiciais a saúde da criança, o fato de ter que ter os cabelos lisos não é preocupação da criança e sim uma imposição dos padrões sociais que ela está inserida. Brincar de fazer as unhas ou de fazer escova no cabelo, por exemplo, pode ser saudável, mas a partir do momento que isso se torna uma regra, é necessário parar para pensar e orientar a criança de  outra maneira.
Por mais que a sociedade vá "cobrar" determinados padrões, cabe aos pais mostrar para a criança o outro lado. Isto também é uma forma de educar e de demonstrar amor.

Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga