Mostrando postagens com marcador Vídeos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vídeos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O que pensar sobre crianças em frente a T.V.? (disponível alguns desenhos educativos)

O que eu penso sobre crianças na televisão???
Assim como os videogames e joguinhos dos tablets, assistir vídeos ou algo na televisão pode ser muito construtivo, porém (obviamente) vai depender do que a criança está assistindo e da quantidade de horas que ela fica na T.V. 
Há desenhos bem construtivos que podem ser encontrados na internet  ou em canais pagos (deixarei alguns de exemplos aqui). Em geral, os desenhos são positivos quando assistidos ao entardecer, antes do jantar, pois é uma "atividade" que acalma a criança e pode ser o início para o preparo da hora de dormir. Podem, e devem, ser assistidos em família, o que traz proximidade e estreita o vínculo entre familiares.
Antes que me perguntem, sou totalmente contra crianças assistindo qualquer tipo de novela, inclusive as propostas pelo S.B.T . Novelas como Carrossel e Chiquititas, ao meu modo de ver, trazem questões fortes relacionadas ao preconceito, a agressividade e dependendo da idade da criança, os assuntos são precoces e estão mais de acordo com a adolescência do que a infância - digo isso, pois vejo crianças de 6 ou 7 anos assistindo essas novelas.

Vou deixar aqui alguns desenhos que podem ser vistos via computador, tablets ou na televisão, para que, possui Apple TV, ou outros adaptadores.
Em geral, esses desenhos ensinam algo a criança (bons modos, bom relacionamento com os familiares, socialização, bondade, cooperação, amizade e outros).

- POCOYO

- CAILOU
- PEPPA PIG

- TURMA DA MÔNICA.


- URSINHOS CARINHOSOS

Outros links relacionados:

Você não conhece PEQUENIÑOS no FACEBOOK??? Entra lá e CURTE a funpage.
Para quem me pergunta, PEQUENIÑOS também temINSTAGRAM!
Um pouquinho mais do blog, de Psicologia, ou seja, de mim (Ana Paula).
@anapaulamiessi
Procura lá!

GRATA PELA SUA PRESENÇA!
Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga

terça-feira, 29 de julho de 2014

Ajudando a criança a se desenvolver/aprender (breve documentário sobre Neurociência e Educação)

E

Os segredos do Cérebro Humano  é um documentário produzido pela GLOBONEWS, no qual me ajudou a esclarecer vários aspectos relacionados a Educação, a aprendizagem e ao Desenvolvimento Humano. 
....

A Neurociência é a ciência que estuda o cérebro e hoje traz grandes benefícios para as áreas relacionadas a Educação (principalmente relacionado aos problemas de aprendizagem), aos Esportes, as Artes, a Psicologia e enfim, ao Desenvolvimento Humano como um todo.  
Entender um pouco do funcionamento do nosso cérebro pode ser um grande facilitador para pais, professores e todos os profissionais que lidam com o desenvolvimento da criança. Acredito que este documentário pode ajudar pais e profissionais a encontrarem maneiras de estimular crianças com dificuldades de aprendizagem.

Para terem melhor entendimento em relação a aprendizagem, a criança e a educação, vou deixar aqui alguns tópicos para vocês se atentarem ao assistir o vídeo.

1-) Atente-se no trabalho da professora Ana ("tia Ana"). Como a Neurociência a ajudou na solução dos problemas de alfabetização de seus alunos? Perceba que o foco dela é "aprender brincando".
2-) Atente-se para como se dão as SINAPSES (conexão entre neurônios através dos impulsos elétricos). Como é o desenvolvimento da criança e a quantidade de sinapses nos primeiros anos de vida? "Quanto mais a gente usa nosso cérebro, mais ele vai se definindo."
3-) Atente-se na explicação sobre a trilha feita no mato e como se dá nosso aprendizado. "Quanto mais praticamos, mais fortalecemos o caminho que nosso cérebro faz para executar uma determinada tarefa". Então a palavra chave para o aprendizado seria: treino, treino e mais treino!
4-) Atente-se para as fases chamadas: Janelas de Oportunidades
5-) Atente-se para o objetivo da Escola Municipal Guarani, que é criar memória de longa duração nas crianças desde pequenas . Como essa escola preparam seus alunos para alfabetização? 
6-) Qual a importância do elogio para o aprendizado? Atente-se para esse tópico.
7-) Atente-se para a pesquisa de Rui Marra. " A reação de qualquer um diante de um desafio depende do afeto que essa pessoa recebeu na infância". Atente-se para a importância das trocas afetivas no início da vida e como elas são fundamentais para a formação de segurança no indivíduo.
8-) Atente-se para a "Metodologia do Semáforo". Para aprender temos que parar, pensar e agir. Uma coisa de cada vez.
9-) Atente-se para como memorizamos. Como lembramos de detalhes? Como se dá a memória associativa?

Segue o documentário aqui. Não deixe de assistir! (Clique no link se não conseguir ver)
Espero que tenham gostado e que o documentário tenha ajudado, tanto quanto me ajudou no meu dia-a-dia com as crianças.

Post relacionados a dificuldades de aprendizagem e ao desenvolvimento infantil:

Você não conhece PEQUENIÑOS no FACEBOOK??? Entra lá e CURTE a funpage.
Para quem me pergunta, PEQUENIÑOS também temINSTAGRAM!
Um pouquinho mais do blog, de Psicologia, ou seja, de mim (Ana Paula).
@anapaulamiessi
Procura lá!

GRATA PELA SUA PRESENÇA!
Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga




quinta-feira, 24 de julho de 2014

Aprenda a fazer Shantala (massagem no bebê e na criança).



A SHANTALA é uma massagem indiana milenar, sem registro de quando exatamente surgiu. Porém o médico Frederick Leboyer em viagem a Ìndia se deparou com uma mulher massageando seu bebê. Esta mulher era paraplégica e se chamava Shantala. Como os ambientes que Leboyer percorreu pela India eram hostis, aquela massagem acolhedora e carinhosa chamou atenção do médico. Então, ele decidiu acompanhar essa mulher alguns dias, filmou e fotografou o passo a passo da massagem para fazer um estudo aprofundado, que resultou num um livro escrito por ele chamado: SHANTALA, massagem para bebês.

Segue filme com a gravação original feita por Leboyer:


"Sim, os bebê tem necessidade de leite, mas muito mais de serem amados,embalados, acariciados, pegos e massageados." LEBOYER

A conclusão de Leboyer, na citação acima, também vai de encontro com os estudos do Psicanalista D. W. Winnicott ,que era especializado em crianças e no desenvolvimento psiquico (tem mais post sobre ele no blog -  CLIQUE AQUI). Winnicott retratou o  "holding" e "handling", que a grosso modo significa a necessidade que o bebê tem de ser sustentado, protegido e acariciado por sua mãe (ou cuidadores). São esses cuidados básicos que propiciam o desenvolvimento psíquico nos primeiros anos de vida.

E o que isso tem haver com a SHANTALA??? Esse método de massagem, faz com que o bebê se sinta sustentado, protegido e acariciado, ou seja, justamente o que é necessário para o desenvolvimento psíquico do indivíduo. Em consequência disso, o bebê fica mais calmo, dorme melhor e tem menos cólicas. Além do mais, com a massagem ele também desenvolve vínculo e apego seguro com a mãe.

Então, vamos a MASSAGEM SHANTALA.


1-) A Shantala pode (e deve ) ser feita diariamente, a partir do primeiro mês de vida e até quando a criança permitir (depois que começam a andar fica mais dificil).
2-) Escolha um lugar tranquilo e que não haja interrupção. É aconselhável sentar no chão ou em um colchonete. Se estiver frio, é ideal que aqueça o ambiente. Não esqueça de tirar anéis e acessórios que podem machucar o bebê.
3-) Quanto ao horário, quem escolhe é o bebê. Mas não deve ser feita pós mamada, quando ele estiver com muito sono ou fome. Aconselha-se fazer ao fim do dia, pós banho, para que ele fique mais calmo e durma melhor.
4-) Use óleos próprios para bebês, de origem mineral. Há óleos de várias marcas como: Natura, Johnson´s Baby, Granado e outros.
5-) Há aplicativos (para Android e IOS) e vídeos no YouTube que ensinam a massagem.
6-) Vou deixar o passo a passo , mas lembre-se que é uma massagem intuitiva. A mãe deve ir fazendo o que ela sente que quer fazer.

Passo a passo da SHANTALA:

ESPERO QUE TENHAM GOSTADO, pois eu adorei fazer esse post ;)

Você não conhece PEQUENIÑOS no FACEBOOK??? Entra lá e CURTE a funpage.


Para quem me pergunta, PEQUENIÑOS também temINSTAGRAM!
Um pouquinho mais do blog, de Psicologia, ou seja, de mim (Ana Paula).
@anapaulamiessi
Procura lá!



GRATA PELA SUA PRESENÇA!
Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga






. 


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Entendendo o Desenvolvimento Infantil (Documentário)


"Toda criança explica o homem tanto quanto o homem explica cada criança" Jean Piaget

 Praticamente todos os posts do blog permeiam o Desenvolvimento Infantil, mas nunca tinha abordado de forma mais explícita e teórica. Porém, tenho percebido no meu dia-a-dia de trabalho que alguns pais chegam até o consultório com preocupações que não deveriam existir se eles tivessem um pouco de conhecimento sobre a Psicologia do Desenvolvimento. Portanto, esse post é de extrema importância para  pais, educadores e todo profissional que lida com crianças.

Na minha busca por vídeos para o blog (e para meu estudo também) encontrei um excelente documentário chamado Introdução a Psicologia do Desenvolvimento. Esse breve filme fala de maneira clara e concisa sobre o desenvolvimento humano e enfatiza a teoria dos interacionistas e construtivistas: Piaget, Vygotsky e Wallon com enfase na teoria piagetiana. Além de ser um documentário que aborda os conceitos de forma dinâmica, há a participação de grandes nomes da Psicologia aqui no Brasil como Yves de La Taille (Psicólogo e Educador Francês, naturalizado  brasileiro, especializado em desenvolvimento moral e professor da USP).

 Antes de assistirem ao vídeo é bom terem em mente que a Psicologia do Desenvolvimento estuda o desenvolvimento humano, desde o nascimento até a vida adulta, em todos os aspectos: físico-motor, intelectual (ou cognitivo), afetivo-emocional e social.

"A Psicologia do Desenvolvimento tem a ambição de identificar etapas do processo de construção das capacidades humanas, construção na interação com o meio." (documentário).

Segue aí o documentário (vale muito a pena assistir):


Você não conhece PEQUENIÑOS no FACEBOOK??? Entra lá e CURTE a funpage.

GRATA PELA SUA PRESENÇA!
Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Falando da Depressão no adulto e na criança. Sintomas e tratamento.




Depressão é uma doença grave e se não for tratada adequadamente interfere na vida do indivíduo como um todo. 
Em nós adultos a depressão é mais fácil de ser diagnosticada, pois o adulto aponta o que está acontecendo, ou então, a família percebe que algo errado está acorrendo e procura ajuda. Mas com as crianças é diferente, pois elas não conseguem nomear o que sentem, acabam somatizando o sofrimento e passam a se queixar de dores físicas e orgânicas que é algo mais concreto para elas , ou então, elas se fecham  e passam a ser consideradas tímidas pelos pais que custam a perceber que o filho precisa de ajuda.
Essa dificuldade da criança  de expor o que sente dificultou a Psiquiatria em reconhecer a Depressão como uma doença infantil. Até  pouco tempo atrás os sintomas eram tratados separadamente como fobias específicas. Porém, a Depressão não é um ou outro sintoma, mas sim o conjunto de alguns sintomas e, ao contrário do que muitos pensam, não significa apenas estar triste.

Segue aí algumas diferenças da tristeza e Depressão. (Lembrando que tristeza é um sentimento e todos nós sentimos por algum motivo):


Quanto ao tratamento da Depressão Infantil, nem sempre deve ser tratada com medicamento, é possível controlar alguns casos mais leves com a psicoterapia e com orientação de pais. Mas como a Depressão possui também a causa genética, as vezes é necessário tomar alguma medicação.

Alguns sintomas merecem atenção:

1-) Criança quieta demais. A criança está sempre em atividade, pois tem necessidade de explorar e descobrir o mundo. Quando ela se sente insegura e com medo, ela se retrai e essa vontade de descobrir coisas desaparece.
2-) Cansaço e falta de energia.
3-) Medo de separar da mãe ou dos cuidadores em geral.
4-) Qualidade de sono ruim. Criança que dorme bem, acorda disposta e alegre. Fique atenta se a criança tem o sono interrompido por pesadelos, choro excessivo antes de dormir porque não quer ficar só e enurese noturna.
5-) Criança que reclama o tempo todo de dores no corpo (dores de barriga, dor de cabeça etc.).
6-) Falta de interesse por atividades e brincadeiras que gostava de fazer.
7-) Perda da iniciativa e deixam de aprender. Criança saudável é curiosa e tem capacidades plenas para a aprendizagem.
8-) Alterações de apetite.

OBS: Reforço aqui que se a criança tem um dos sintomas não quer dizer que ela tenha Depressão. Se há dúvidas, procure um profissional para fazer o diagnóstico exato.

Para quem ainda não viu, a Organização Mundial da Saúde (OMS) produziu  um vídeo que circula pelo mundo inteiro e esclarece sobre os sintomas e tratamento da depressão com enfoque no adulto. Vale a pena assistir, "Eu tinha um cachorro preto, seu nome era Depressão."




Acesse alguns Posts que podem te ajudar:

GRATA PELA SUA PRESENÇA,


Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Teste do Marshmallow: A importância de fazer com que a criança aprenda esperar e tenha paciência.





Walter Mischel (especialistas em como as crianças esperam por gratificação e professor da Universidade de Columbia nos Estados Unidos) criou o famoso teste do Marshmallow, no final de 1960. Neste teste, ele levou crianças  de 4 ou 5 anos para uma sala onde tinha um marshmallow sobre a mesa. E então, o experimentador dizia que iria sair da sala por um tempo (ele fica fora por 15 minutos) e que se a criança não comesse o doce até ele voltar, iria ganhar dois marshmallows, mas se comesse o marshmallow, só iria ficar com aquele mesmo. O objetivo era medir quanto tempo as crianças conseguiriam resistir ao impulso de comer, mas também avaliar se tal comportamento teria alguma relação com o sucesso pessoal e profissional delas futuramente.

Entre 1960 a 1970,  653 crianças fizeram o teste. Porém somente uma em cada três participantes conseguiu resistir ao doce. A maioria das crianças só conseguiram esperar por 30 segundos. Essa reposta mostrou que as crianças não têm paciência para esperar nem pelo doce e nem em qualquer outra situação da vida e aí, se explica alguns comportamentos como: birras, excesso de agressividade, falta de limites, impaciência e etc...

O mais interessante da pesquisa é que, por volta dos meados de 1980, Mischel revisitou as crianças do experimento para ver se havia alguma diferença comportamental em relação aos que conseguiram esperar e os que não conseguiram. Assim, Mischel concluiu que as crianças que sabiam esperar eram melhores na concentração e na argumentação. Além disso, e de acordo com os relatórios publicados e 1988, Mischel diz que os adolescentes, que quando criança sabiam esperar, hoje lidam melhor com situações estressantes.

Essa pesquisa mostra a importância de ensinar a criança a esperar,  a ter paciência. Hoje em dia vejo crianças sem limites, birrentas, porque de certa forma os pais fazem tudo o que elas querem e de imediato. A crianças estão cada vez menos acostumadas a esperar e quando se pede um pouco de paciência,  elas choram, se jogam no chão e as birras e malcriações são infinitas.

Outra coisa que tenho visto no meu dia-a-dia com crianças, são pais que sempre deram tudo para a criança na hora. Porém, com o passar do tempo essa prontidão fica cada vez mais difícil de suprir, então esses pais prometem presentes para a criança em troca dela se comportar e ser paciente. Essas atitudes fazem com que os filhos cresçam impacientes e sem repertórios para lidar com frustrações. Isso, por si só, interfere de maneira negativa na autoestima e desenvolvimento emocional da criança, o que está diretamente ligado com o que Mischel concluiu com adolescentes do experimento que não tinham o poder de argumentação.

Desde a tenra idade podemos fazer com que a criança aprenda a ser paciente e assim como mostrou a pesquisa de Mischel, que ela se torne um adulto que lida melhor com situações estressantes. Para isso, é necessário fazer a criança esperar e não dar tudo prontamente. Para essa "regrinha" não tem idade certa, um bebê com mais de três meses que chora no berço, por exemplo, (se você já se certificou que ele está satisfeito, está limpo e sem dores), por que não deixá-lo esperar um pouquinho no berço? Esse simples ato já torna o bebê mais paciente e de certo modo facilita a vida dos cuidadores ao longo do crescimento da criança. Essa prática é muito comum em alguns países europeus, como a França, onde as crianças são conhecidas por serem mais pacientes,  comportadas e com menores índices de déficit de atenção e hiperatividade.

Abaixo segue o vídeo com o experimento de Mischel. Assista, vale a pena rir um pouquinho desses pequenos atacando o marshmallow.
https://www.youtube.com/watch?v=KvDk506jZk4



No blog você pode saber mais sobre como lidar com as birras. Pequeninos e rebeldes. Porque? CLIQUE AQUI

Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Geração ALPHA: como lidar com as crianças que nasceram a partir de 2010.






Quem nunca se deparou com um bebê, que mal sabe andar, mexendo num smartphone como se fosse a coisa mais natural do mundo? Essas crianças, que nasceram a partir de 2010, fazem parte da chamada geração ALPHA.

Já passamos pelas gerações: X (pessoas que nasceram no final de 60/70), Y (pessoas que nasceram em torno da década de 80) e Z (pessoas que nasceram na década de 90). Agora estamos na geração ALPHA, no qual as crianças estão imersas no mundo da tecnologia. Isso acaba trazendo uma evolução de pensamento e atitudes.

Há discussões que questionam que as crianças da geração ALPHA sejam realmente mais inteligentes e que há mudanças neurológicas em relação a outras gerações. Então me pergunto: será que a educação dessas crianças devem ser diferente da nossas? Lembrando sempre que somos (professores e pais) da geração Y e que educamos crianças da geração ALPHA.

A Heins papinhas fez um excelente documentário sobre a GERAÇÃO ALPHA. O curta discute um pouco sobre como lidar com essas crianças. Vale a pena conferir.

ASSISTA na íntegra!


Se não conseguir assistir acesse: http://www.youtube.com/watch?v=7Vvmftz-svU&hd=1

Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Crianças que não aprendem: Uma breve reflexão.




A criança que não aprende é questão discutida por professores, pais, pediatras, psicólogos, neurologistas, psicopedagogos, fonoaudiólogos e tantos outros. Normalmente as reflexões giram em torno da criança, é sempre ela que precisa de estímulo, que é desatenta, que é agitada, que é indisciplinada, enfim, a criança é sempre o problema. Mas será que é isso mesmo? Será que o problema da não aprendizagem estão nos alunos mesmo? 

Acredito que a grande questão está na educação, na metodologia, que no meu ponto de vista, está obsoleta para as nossas crianças. Já pensaram que nós, nossos pais e nossos avós aprendemos da mesma maneira? 

A crianças de hoje vivenciam praticamente a mesma rotina escolar que os nossos avós vivenciaram: vão à escola todos os dias, sentam -se enfileirados, abrem os livros, prestam atenção no professor que está  a frente e assim vai... 

Porém, hoje em dia as crianças têm acesso ao mundo eletrônico, as informações são mais rápidas, elas pensam e agem de maneira diferente em relação as crianças de gerações passadas. Assim, o método de ensino tradicional se torna mecânico demais para elas.

O vídeo da UnivespTV (na íntegra abaixo) traz alguns fatos a serem refletidos e que eu concordo plenamente:

- " O papel do professor é fugir do papel de explicador. O professor deve provocar um ensino desafiador, o ensino que provoca no aluno o desejo de aprender, de querer conhecer e resolver situações... Perde-se tanto tempo resolvendo a questão do aluno...Mas e a análise que a gente faz do ensino, das nossas práticas?"

- " As crianças do século XXI não irão se interessar por práticas mecânicas de decorebas, frases repetitivas e atividades mecânicas."


Segue abaixo o vídeo - Criança que não aprende - da UnivespTV (Canal digital da TV Cultura).





Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Aprendendo a cuidar de si com os bonequinhos que crescem o cabelo. (Desenvolvendo a autoestima e outros aspectos da personalidade)



Como sabem sou Psicóloga Infantil e estou sempre a procura de idéias para ajudar meus pequenos pacientes.

Há cerca de um ano atrás comecei a atender uma menininha de 9 anos que era uma graça, mas muito desleixada. A mãe reclamava que a filha era desorganizada em tudo: com o material escolar, com os estudos, com suas coisas em casa e até mesmo com si própria. Lili (nome fictício) adorava fugir dos cuidados básicos de higiene (segundo a mãe a hora do banho e de escovar os dentes era hora de briga entre elas). Em resumo, Lili não tinha cuidado com nada, não sabia cuidar das suas coisas, dos outros e inclusive de si mesma.

Esse desleixo está intimamente ligado com a autoestima (falta de amor próprio) e/ou com a falta de estímulo para o cuidado com o outro e consigo mesmo

Desde criança observamos os cuidados que os adultos (sendo a mãe o modelo principal) têm conosco e ao internalizar esses cuidados, começamos a seguir os modelos. Mas muitas vezes é necessário que a criança seja estimulada a ter certos cuidados com si próprio e com o outro. 

Acredito que a negligência e falta de cuidado com a criança gera o desleixo, o que tem  forte ligação com o desenvolvimento da baixa autoestima. Porém o cuidado excessivo, quando a criança não precisa se preocupar com nada, faz com que ela não veja a necessidade do cuidar, isso também gera o desleixo.

 A falta de cuidado consigo próprio pode trazer dificuldades escolares (devido a desorganização), problemas de socialização (no caso da minha paciente as outras crianças zombavam dela, fato que intensifica a baixa autoestima), além disso, com a chegada da adolescência (fase em que há uma preocupação com o corpo e estética) pode haver conflitos, já que a criança tende a querer a se cuidar, mas não sabe como.

Então, para ajudar Lili, trabalhei em consultório vários aspectos relacionados ao cuidado com o corpo, a importância da higiene e da organização. Quando percebi que alguns cuidados já tinham sido internalizados, dei de presente para ela o bonequinho que cresce o cabelo (segue o vídeo do passo-a-passo acima ou Clique aqui).

Conversei com a Lili sobre o "Cabeludos",  mostrei que seria responsabilidade dela os cuidados e que ele só iria sobreviver (e o cabelo crescer) se ela disponibilizasse parte do tempo dela se dedicando ao bonequinho. 

Por fim, o bonequinho sobreviveu e o cabelo cresceu. Aos poucos fui trazendo os cuidados com o "Cabeludos" para a realidade dela e com o tempo, Lili passou a se olhar de outra forma,  a se cuidar melhor e consequentemente, passou a ter mais confiança em si (sua autoestima melhorou).  Quanto ao seu comportamento, as guerras para tomar banho diminuiriam, o material escolar passou a ser mais organizado a socialização melhorou.

Pois é, o bonequinho parecia ser uma bobeira de criança, mas juntamente com o processo terapêutico ajudou nas mudanças de comportamento da minha pequena paciente.

FICA A DICA: O bonequinho pode trazer mais benefícios além do "cuidar de si" e de melhorar a autoestima. Se você propor de fazer o "Cabeludos" com a criança, ela desenvolverá habilidades artísticas, a coordenação motora e a atenção focada. Ideal para criança com problemas de déficit de atenção e obviamente, com questões de desorganização, desleixo e baixa autoestima.

OBS: O vídeo eu encontrei na internet. É da Gabi Castro, que tem um canal de artesanatos infantil no YouTube. É excelente! 


Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga









quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Previna: Os sintomas do Câncer Infantil precisam mais de sua atenção.



As estatísticas mostram que aproximadamente 70% do câncer infantil tem cura, principalmente se descoberto em fase inicial. 

Por isso fique atento nos principais sintomas:

1- Dores de cabeça pela manhã e vômito.
2- Caroços no pescoço, nas axilas e na virilha (ínguas que duram mais que 10 dias).
3- Manchas arroxeadas na pele (hematomas e pintinhas).
4- Dores nas pernas que não passam com o tempo e influencia nas atividades.
5- Aumento de tamanho da barriga.
6- Brilho opaco no olhos.
7- Palidez e falta de vontade para as atividades de rotina

Esses sintomas são muito parecidos com de várias outras doenças infantis, porém eles perduram por tempo prolongado.

Se qualquer sintoma físico se prolongar mais de 10 dias, procure o pediatra da criança.

Segue o vídeo abaixo que fala rapidamente dos sintomas.


Caso não consiga ver, (Clique aqui)
Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga Infantil

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Problemas de Aprendizagem - Parte III (Documentário da HBO)




Nesse post irei finalizar com o assunto do Documentário da HBO - Não Sei Fazer Isso, Mas Sei Fazer Aquilo.
Caso você ainda não tenha assistido, Clique aqui para ver o Documentário, ou veja abaixo.





Nos posts anteriores algumas dificuldades específicas como a Dislexia (Clique Aqui)  e a Discalculia (Clique Aqui) foram abordadas com mais precisão. Porém,  vou finalizar o assunto com uma posição menos "rotuladora" e mais humanizada ao meu modo de ver.

Poderia falar de outras dificuldades específicas de aprendizagem que são expostas no documentário, como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ou o Déficit de Processamento Auditivo, mas vou fechar o tema com um olhar na criança e no seu desenvolvimento como um todo.

Ao assistir o vídeo, vocês perceberam como essas crianças se sentem? O que deixam elas felizes e confiantes? E o que faziam elas superarem as dificuldades?

Acredito que nessas três perguntas estão os princípios básicos para ajudar uma criança com dificuldade de aprender, independente do diagnóstico que ela tenha. Ao compreender que as crianças com problemas de aprendizagem se sentem desmotivadas perante aos estudos e que elas se sentem descrentes e inseguras em relação a si próprio, é possível  constatar que as coisas ao seu redor precisam de mudanças. Se a criança não aprender de determinada forma, haverá outras maneiras de conquistar o aprendizado.

Não é à toa que o nome do documentário é "Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo" .  Ou seja, se eu não aprendo matemática como todo mundo, posso aprender de outro jeito, posso também encontrar outras atividades que me dão prazer e que eu executo com facilidade. Assim como os personagens do vídeo que tinham suas dificuldades de aprender em sala de aula, mas eram excelentes na dança ou no motocross, por exemplo.

A mensagem principal do documentário, e minha também, é que todos nós somos capazes e temos facilidades em determinadas áreas e dificuldades em outras. As áreas que temos facilidades, devemos estar em contato com elas, pois isso eleva a nossa auto-estima e nos faz bem. As que temos dificuldades, devemos encontrar formas de superá-las tendo em mente que o jeito certo de aprender para mim não é, necessariamente, o melhor para você, pois SOMOS ÚNICOS e diferentes uns dos outros.

Acredito que o fator principal para o desenvolvimento das crianças no documentário é aceitação das dificuldades tanto da criança, quanto da família. Todas elas têm consciência do seu problema, buscaram ajuda de profissionais e se abriram para outras formas de aprender.
O primeiro passo da vitória é aceitar e acabar  com os rótulos que trazem preconceitos em relação a capacidade da criança aprender.


Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Problemas de aprendizagem Parte II (documentário HBO)








 Nesse segundo post sobre dificuldades de aprendizagem, continuarei abordando o documentário produzido pela HBO -  Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo - Parte 2.

Lembre-se:  ao continuar assistindo, atente-se ao relato das crianças. Como elas sentem em relação a dificuldade? Como se superam dia-a-dia?

Documentário: Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo.  Clique aqui para assistir - Parte 2 

 Essa segunda parte do Documentário aborda principalmente a dificuldade de Quenton, 10 anos. Quenton tem dislexia e discalculia. Como já foi falado no post anterior sobre a dislexia ( Clique aqui para saber mais sobre Dislexia) falarei sobre a Discalculia.

 A discalculia é a dificuldade no aprendizado de cálculos matemáticos, na realidade, a criança não consegue fazer relação entre quantidade e números. Esse problema não tem nada haver com o nível de inteligência, a pessoa com discalculia apenas precisa desenvolver um jeito diferente de entender o raciocínio matemático. A discalculia, muitas vezes, é descoberta tarde, pois as pessoas tendem a confundir com o não gostar de matemática. Mas o problema vai muito além disso.

Em geral, a pessoa com discalculia tem dificuldade de:

1- Visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior;
2- Conservar a quantidade: não compreendem que 1 quilo é igual a quatro pacotes de 250 gramas.  
3- Seqüenciar números: o que vem antes do 11 e depois do 15 – antecessor e sucessor.  
4- Classificar números.
5- Compreender os sinais +, - , ÷, ×.  
6- Montar operações.
7- Entender os princípios de medida. 
8- Lembrar as seqüências dos passos para realizar as operações matemáticas. 
9- Estabelecer correspondência um a um: não relaciona o número de alunos de uma sala à quantidade de carteiras.  
10-Contar através dos cardinais e ordinais. 


Quanto ao tratamento: assim como a dislexia, o quanto antes o tratamento se iniciar, melhor. Com ajuda de equipe multidisciplinar, será possível desenvolver um método para a criança aprender o raciocínio matemático.  Um e psicopedagogo e/ou Psicólogo ajudará a elevar a auto-estima valorizando suas atividades, descobrindo qual o seu processo de aprendizagem, através de instrumentos de aprendizagem diferenciados do que a escola propõe. Os jogos irão ajudar na seriação, classificação, habilidades psicomotoras, habilidades espaciais, contagem. Esses profissionais, se procurado antes, devem solicitar os exames e avaliação neurológica ou neuropsicológica.

No vídeo Quenton fala da dificuldade de conviver com o problema em seu dia-a-dia e deixa explícito que sofre discriminação, o que certamente influencia na auto-estima dele. Porém, ele descobre a prática do motocross que diminui o sentimento de inferioridade e mostra que ele é capaz. De certa forma o motocross  ajuda Quenton  enfrentar suas dificuldades.

"As vezes as crianças falam mal de mim e isso me machuca.  Elas dizem: Oi seu burro, oi esquisito!"
 "(...) Eu me sinto sozinho, mas sou normal como eles. Eu aprendo de modo diferente, mas sou como eles (...)" 
"Eu descobri o motocross e isso me ajudou muito (...)"
"(...)Minha dificuldade de aprendizado é muito difícil, mas eu consigo lidar com ela. Um passo de cada vez."
(Quenton, 10 anos)





Segue documentário na íntegra para quem ainda não assistiu.



Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Problemas de Aprendizagem - Documentário da HBO (Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo) - Parte I




 "Não pode haver compreensão entre a mão e o cérebro, a não ser que o coração seja mediador." (Relvas).

Neste e nos próximos dois posts serão abordado o tema " Problemas de Aprendizagem". Em cada uma das postagens será mostrado um documentário produzido pela HBO chamado "Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo" (I can´t do this, but I can do that) que mostra depoimentos de crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem.


Antes de apertar o play para assistir os vídeos, leve em consideração o sentimento de cada criança e como elas superam a dificuldade dia-a-dia.



Documentário: Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo.Clique aqui para assistir - Parte 1




Nesse primeiro vídeo é abordado especialmente a Dislexia através dos relatos de uma menina de 9 anos (chamada Abbey) que convive com o problema.

Abbey descreve muito bem sua dificuldade:
" Ler e escrever são coisas que eu não sou muito boa. (...) Eu via as outras crianças explicando rápido, resolvendo problemas e eu ainda estava no primeiro. (...) Tudo era do jeito que eles aprendem e não do jeito que eu aprendo."

A palavra dislexia vem do grego. Dis- dificuldade e Lexia - linguagem. Portanto, entende-se que Dislexia seja uma dificuldade na aquisição da linguagem.

A Dislexia é a dificuldade de aprendizagem mais citada e divulgada. Por isso, deve-se tomar muito cuidado com as definições, pois muitas acabam sendo simplistas e tachativas.
É muito comum falarem que o disléxico troca as letras, o que é uma afirmação parcialmente errônea. O que acontece é a dificuldade em decifrar códigos, sendo as letras um deles. Portanto, se eles invertem as letras, é por que não conseguem diferenciar uma letra da outra ou as sílabas. Em linhas gerais, a criança tem dificuldade em decodificar os sons linguísticos, assim, ela lê uma informação, mas  não armazena e nem decodifica o sentido. Na escrita faz apenas aproximações semânticas
Vale a pena ressaltar que o problema não tem haver com má alfabetização, questões sócioeconômicas ou fatores psicológicos. Na realidade a dislexia tem base neurológica e carácter genético significativo.

Quanto ao tratamento, é importante salientar que  o problema deve ser tratado o quanto antes, pois através de métodos desenvolvidos por equipe multidisciplinar (que envolvem a escola, a psicologia, neuropsicologia e fonoaudiologia) a criança desenvolverá
 métodos próprios de aprendizagem. Com o tempo o cérebro tende a se adaptar àquela nova maneira de aprender e o aluno passa seguir o curso normal de aprendizagem.

O documentário mostra a diferença de discurso de Abbey antes e depois do tratamento.
"Eu odiava ler, porque não sabia e isso se tornou uma chatice. Agora adoro livros e a cada dia tenho confiança em mim mesmo..."

Assim notamos que o  tratamento certo faz com que a criança aprenda e se desenvolva intelectualmente. O ponto de partida é a aceitação do problema e o acompanhamento educacional adequado.



Deixo aqui o vídeo na íntegra para quem quiser assistir inteiro:


Ana Paula Miessi Sanches (Psicóloga)