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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Crianças que não aprendem: Uma breve reflexão.




A criança que não aprende é questão discutida por professores, pais, pediatras, psicólogos, neurologistas, psicopedagogos, fonoaudiólogos e tantos outros. Normalmente as reflexões giram em torno da criança, é sempre ela que precisa de estímulo, que é desatenta, que é agitada, que é indisciplinada, enfim, a criança é sempre o problema. Mas será que é isso mesmo? Será que o problema da não aprendizagem estão nos alunos mesmo? 

Acredito que a grande questão está na educação, na metodologia, que no meu ponto de vista, está obsoleta para as nossas crianças. Já pensaram que nós, nossos pais e nossos avós aprendemos da mesma maneira? 

A crianças de hoje vivenciam praticamente a mesma rotina escolar que os nossos avós vivenciaram: vão à escola todos os dias, sentam -se enfileirados, abrem os livros, prestam atenção no professor que está  a frente e assim vai... 

Porém, hoje em dia as crianças têm acesso ao mundo eletrônico, as informações são mais rápidas, elas pensam e agem de maneira diferente em relação as crianças de gerações passadas. Assim, o método de ensino tradicional se torna mecânico demais para elas.

O vídeo da UnivespTV (na íntegra abaixo) traz alguns fatos a serem refletidos e que eu concordo plenamente:

- " O papel do professor é fugir do papel de explicador. O professor deve provocar um ensino desafiador, o ensino que provoca no aluno o desejo de aprender, de querer conhecer e resolver situações... Perde-se tanto tempo resolvendo a questão do aluno...Mas e a análise que a gente faz do ensino, das nossas práticas?"

- " As crianças do século XXI não irão se interessar por práticas mecânicas de decorebas, frases repetitivas e atividades mecânicas."


Segue abaixo o vídeo - Criança que não aprende - da UnivespTV (Canal digital da TV Cultura).





Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Problemas de aprendizagem Parte II (documentário HBO)








 Nesse segundo post sobre dificuldades de aprendizagem, continuarei abordando o documentário produzido pela HBO -  Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo - Parte 2.

Lembre-se:  ao continuar assistindo, atente-se ao relato das crianças. Como elas sentem em relação a dificuldade? Como se superam dia-a-dia?

Documentário: Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo.  Clique aqui para assistir - Parte 2 

 Essa segunda parte do Documentário aborda principalmente a dificuldade de Quenton, 10 anos. Quenton tem dislexia e discalculia. Como já foi falado no post anterior sobre a dislexia ( Clique aqui para saber mais sobre Dislexia) falarei sobre a Discalculia.

 A discalculia é a dificuldade no aprendizado de cálculos matemáticos, na realidade, a criança não consegue fazer relação entre quantidade e números. Esse problema não tem nada haver com o nível de inteligência, a pessoa com discalculia apenas precisa desenvolver um jeito diferente de entender o raciocínio matemático. A discalculia, muitas vezes, é descoberta tarde, pois as pessoas tendem a confundir com o não gostar de matemática. Mas o problema vai muito além disso.

Em geral, a pessoa com discalculia tem dificuldade de:

1- Visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior;
2- Conservar a quantidade: não compreendem que 1 quilo é igual a quatro pacotes de 250 gramas.  
3- Seqüenciar números: o que vem antes do 11 e depois do 15 – antecessor e sucessor.  
4- Classificar números.
5- Compreender os sinais +, - , ÷, ×.  
6- Montar operações.
7- Entender os princípios de medida. 
8- Lembrar as seqüências dos passos para realizar as operações matemáticas. 
9- Estabelecer correspondência um a um: não relaciona o número de alunos de uma sala à quantidade de carteiras.  
10-Contar através dos cardinais e ordinais. 


Quanto ao tratamento: assim como a dislexia, o quanto antes o tratamento se iniciar, melhor. Com ajuda de equipe multidisciplinar, será possível desenvolver um método para a criança aprender o raciocínio matemático.  Um e psicopedagogo e/ou Psicólogo ajudará a elevar a auto-estima valorizando suas atividades, descobrindo qual o seu processo de aprendizagem, através de instrumentos de aprendizagem diferenciados do que a escola propõe. Os jogos irão ajudar na seriação, classificação, habilidades psicomotoras, habilidades espaciais, contagem. Esses profissionais, se procurado antes, devem solicitar os exames e avaliação neurológica ou neuropsicológica.

No vídeo Quenton fala da dificuldade de conviver com o problema em seu dia-a-dia e deixa explícito que sofre discriminação, o que certamente influencia na auto-estima dele. Porém, ele descobre a prática do motocross que diminui o sentimento de inferioridade e mostra que ele é capaz. De certa forma o motocross  ajuda Quenton  enfrentar suas dificuldades.

"As vezes as crianças falam mal de mim e isso me machuca.  Elas dizem: Oi seu burro, oi esquisito!"
 "(...) Eu me sinto sozinho, mas sou normal como eles. Eu aprendo de modo diferente, mas sou como eles (...)" 
"Eu descobri o motocross e isso me ajudou muito (...)"
"(...)Minha dificuldade de aprendizado é muito difícil, mas eu consigo lidar com ela. Um passo de cada vez."
(Quenton, 10 anos)





Segue documentário na íntegra para quem ainda não assistiu.



Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Problemas escolares - saiba como incentivar seu filho!



O primeiro semestre passou e as notas do seu filho já não estão aquela maravilha? Ao invés de ficar nervosa com a situação e culpar a criança, pare para pensar se você é uma mãe ou pai que incentiva os estudos.

É fato consumado que se a criança não é estimulada a leitura e aos estudos em geral, que ela não desenvolverá o hábito e o gosto pela escola e pelos livros. Fique atento nos seus hábitos, pois você é o modelo do seu filho. Você tem o costume de ler? Sua casa tem livros a disposição para seus filhos? Vocês costumam ir juntos a livrarias e até mesmo ao teatro e cinema? Você acompanha a rotina escolar das crianças? Se sua resposta foi NÃO para a maioria das perguntas, analise se você não deve mudar alguns hábitos a fim de melhorar o desempenho escolar do seu filho.

Segue algumas dicas:

1- Incentive seu filho a ler: leve-o a livraria pelo menos uma vez por mês, leia com ele, leia para ele. Incentive a compra de livros ao invés dos brinquedos algumas vezes. Compre livros do seu gosto e promova momentos de leitura em casa, momento em que todos leem algum livro. O simples hábito da leitura desenvolverá a linguagem, a escrita e melhorará a interpretação de texto das crianças. Assim, facilitará o aprendizado de todas as matérias.

2- Converse com seu filho sobre o dia-a-dia escolar: pergunte o que ele fez na escola, sobre suas lições e provas. Acompanhe as lições e agendas. Esse simples ato mostrará que você dá importância aos estudos (e vai muito além de ficar falando isso para seu filho) e é provável que ele sinta maior interesse em dividir esse momento com você. Atitutes valem mais que palavras sempre.

3- Estude com seu filho: tirar um tempo semanal para estudar com seu filho pode se tornar um momento de aproximação pai-filho e isso fará com que a criança aprecie essa hora e passe a investir mais nos estudos.

4- Conheça a escola do seu filho: Vá a escola, conheça a professora, a coordenação e todos que interagem diretamente com seu filho. Tente entender qual é o método de ensino utilizado pela instituição. Isso tudo fará você entrar no mundo escolar do seu filho. Essas atitudes farão a criança interiorizar o quanto você se importa com o aprendizado dele e o quanto estudar é importante.

Essas dicas são do Projeto Pequeniños (Acompanhamento Educacional) - entenda mais sobre o Projeto e acesse (http://peque-nino.blogspot.com.br/p/projeto-pequeninos.html).
Estamos prontos a ajudar no desenvolvimento do seu filho!

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Um pouquinho mais do blog, de Psicologia, ou seja, de mim (Ana Paula).
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Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga