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segunda-feira, 28 de março de 2016

"Para Sempre Alice": um pouco sobre o Mal de Alzheimer. (filme)

       Y 

 Recentemente assisti o filme "Para Sempre Alice", que retrata o Mal de Alzheimer precoce, que é  uma doença degenerativa que causa demência ou perda das funções cognitivas (linguagem, atenção, memória e orientação), causadas pela morte de células cerebrais. 

O filme mostra a vida de uma inteligente professora de linguística, de uma famosa universidade, que aos 50 anos começa a apresentar lapsos de memórias, ate que recebe o diagnóstico de Alzheimer precoce.  As cenas do drama mostra como a vida de Alice Howland muda e como todo o repertório intelectual que ela construiu durante sua jornada acadêmica (e até mesmo durante a vida como um todo) se perde, aos poucos, para o Alzheimer. Em questao de tempo, Alice deixa de ser uma mulher forte e decidida e passa a ser uma pessoa frágil e insegura.

Além dessa questão intelectual, que está explícita nos sintomas da doença, uma série de mudanças na vida pessoal de Alice, na relação com o marido e filhos, acontecem. Há cenas que mostram o esquecimento do nome de uma das filhas e o esquecimento de onde fica o banheiro na própria casa. Fatos que deixam claro o grande sofrimento emocional por parte da paciente e dos familiares. Quem  não se sentiria entristecido se a própria mãe esquecesse o seu nome???

 A pessoa com Alzheimer tem lapsos de memória, tem períodos de esquecimento, mas pode se lembrar do fato novamente, repentinamente. É possível, por exemplo, acontecer o esquecimento de alguém próximo e em instantes, ocorrer um retorno da memória em relação àquela pessoa. Esssa lembrança, possivelmente, vem acompanhada de tristeza e frustração. O indivíduo com Alzheimer tem mudanças de humor bruscas, pode se calar e\ou se tornar agressivo.

O filme "Para Sempre Alice" me fez refletir sobre a finitude da vida, na velha e boa questão do tempo: uma hora estamos bem, mas não sabemos nada sobre o nosso futuro. Achamos que temos controle sobre nosso corpo e nossa vida, mas na verdade não controlamos nada. 

Acredito que o filme pode ajudar a pessoas que convivem com familiares com o Mal de Alzheimer, pois faz com que entrem em contato e entendam, de fato, como a doença se manifesta. Quando  uma pessoa vive com alguém próximo com o Alzheimer e assiste esse tipo de filme, ela pode sofrer ao ver as cenas (devido à forte identificação com os fatos) mas, de certa forma, se prepara emocionalmente para ajudar o familiar, já que não há cura para a doença. Assistir o filme traz sofrimento, mas pode ter como conseqüência, o preparo para vivenciar as situações com o familiar que sofre da doença  e, também, a aceitação da finitude da vida em geral. Enfim, esse tipo de filme é um preparo para o luto. 

NOTA: o filme "Para Sempre Alice" foi reverenciado pela crítica e  rendeu a Julianne Moore (a protagonista que viveu Alice) ao Oscar de melhor atriz.

FICAADICA: Eu assisti o filme pelo Netflix, mas vi que tem ele na íntegra pelo YouTube. Corre lá pra assistir!!!

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Por que gostar das "antiprincesas"???


 Ultimamente algumas pessoas têm perguntado o que eu acho desse movimento "antiprincesas". Para quem não sabe, recentemente livros infantis com personagens opostas as princesas foram lançados e tem sido muito bem aceitos pelos pais e crianças. Nessas histórias não há o príncipe perfeito, as personagens não são tão belas e delicadas, não são ricas, não vivem em castelos e o fim da história nem sempre é feliz. São pequenas heroínas do mundo real.  

Esses livros mostram muito mais a realidade de uma criança do que qualquer história de princesa da Disney. Acredito que as personagens "antiprincesas" proporcionam uma identificação maior pelo fato de estarem mais próximas a realidade das crianças. Eu,particularmente, ainda não li esses livrinhos infantil da Editora Chirimbote que traz Frida Khalo, Violeta Parro e Juana Azurduy, mas já entrei em contato com alguns livros franceses que trazem para a criança (com uma linguagem leve) a realidade do jeito que é, histórias com finais não tão felizes. 

                                    

Sempre achei esse tipo de livro muito enriquecedor para o desenvolvimento emocional de uma criança. Afinal, por que temos que criar meninas dispostas a encontrar o príncipe encantado se eles não existem? Por que temos que ler livros que sempre tem o final feliz se a vida não é assim? Por que temos que mostrar castelos se poucas pessoas no mundo moram em um?

 Acho que temos que ser realistas e pé no chão na hora de educar nossas crianças. Mostrar a realidade da vida de maneira natural torna tudo tão mais leve, sem esteriótipos perfeitos e engessados que ilustram uma vida que não existe. As princesas, na verdade, trazem uma realidade bem frustrante para as meninas, pois elas crescem com a imagem de que a mulher deve ser alta, magra e rica. Mas quem de fato é assim??Uma proporção muito pequena da sociedade.

Claro que eu não sou radical, apesar de parecer neste post! Também adoro as princesas e acho que na educação e quando se trata de livros, quanto mais, melhor! Um pouco de cada história pode ser proporcionada a criança. As princesas são ótimas para a imaginação, fantasia e criatividade, já as antiprincesas são ótimas para mostrar a realidade da vida.O ideal é que a criança tenha acesso a tudo. Quanto mais livros, maior é  ampliação da consciência e maior é o desenvolvimento.

Fantasias "antiprincesas"  e "antiprincipes" também estão no auge. A tendência é fugir de fantasias arrumadas demais, certinhas e perfeitas. Olha que fofura!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

"Limpeza Mental": Viva de modo mais leve.



Final de janeiro e começo de fevereiro, as festas e as férias chegaram ao fim e agora é necessário voltar a rotina. Na minha opinião é preciso voltar para o trabalho de maneira diferente, é preciso estar se sentindo diferente em relação ao fim do ano anterior. Para mim, pelo menos, o fim de ano é cansativo,é um acúmulo de exaustão e isso reflete ao meu redor, pois minhas coisas, a casa por exemplo, costuma ficar mais desorganizada. 

Começo de ano é sinônimo de organização, é preciso organizar tudo ao redor para poder começar a nova rotina de maneira mais leve e é isso que te dará forças e segurança para encarar o ano com harmônia. Não digo tudo isso, apenas por experiência própria, já que há tempos para mim janeiro e fevereiro são meses de organização externa ( da minha casa e consultório), mas principalmente por que quando as coisas estão organizadas por fora, tendem a entrar nos eixos por dentro, a melhor maneira de encontrar a si mesmo é organizando o que é concreto...  Tente experienciar isso é concluir com você mesmo o que eu estou dizendo.

Como??? Vou mostrar como externalizar algo interno ("limpeza mental") através de atitudes concretas (a limpeza da casa, ou cômodo):

- antes da arrumação dos objetos preste atenção em como você está, nos seus sentimentos (tanto nos bons, quanto nos ruins).
- olhe ao seu redor e perceba tudo o que deve ser arrumado, limpado e descartado.
- arregace as mangas e faça a limpeza focada em você também, pense em você internamente no que você deseja mudar (jogar para fora), no que deseja manter e o que precisa de organização e reflexão. 

Normalmente logo depois da limpeza você já sentirá uma certa paz no ambiente, tente perceber isso em você  também. As vezes as mudanças internas são sutis, mas elas acontecem e trazem boas perspectivas no dia-a-dia. Dias após essa faxina, continue focando em você, perceba se está mais organizada  e leve no trabalho, na vida profissional e pessoal.

Sempre que achar necessário faça essa faxina externa e interna, não precisa ser na casa toda, mas pode ser apenas em uma gaveta desorganizada do seu guarda-roupa. Foque em você, nos seus sentimentos e necessidades. Acho muito bacana fazer essa "limpeza mental" quando estiver angustiado, ou achando que determinados problemas não tem solução. Após essa limpeza as coisas tendem a ficar mais claras. Experimente!!!

O ideal é a pessoa fazer essa limpeza sozinha, focada em si própria. Mas nada impede também, que convide outras pessoas que moram com você para ajudar na limpeza. Esse pode ser um momento também para refletir sobre as pendências da casa e futuramente decidir coisas que estão "travadas" e aparentemente sem solução. Outra dica é colocar as crianças para trabalhar também, por que não, né?! Elas podem separar brinquedos para doar e tirar o pó do quarto delas. Leve ela na instituição que irá doar as coisas e assim, ela estará aprendendo a ser solidária e a olhar para o outro.


FICADICA: após essa faxina, costumo tomar um bom banho e fazer um relaxamento. As vezes faço anotação de como estava antes e depois.




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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O que é ser uma "Boa Mãe", segundo a Psicologia (Psicanálise).



Psicólogos, psicanalistas, estão sempre abordando as questões e relações entre mãe e filho. É comum em uma sessão psicanalitica o paciente voltar ao passado e refletir sobre a infância e, consequentemente, sobre a relação materna. Isso se dá porque a relação que tivemos com nossas mães, na tenra idade, pode nos trazer entendimento sobre nossas inseguranças, medos e etc.. Claro que a conclusão desses fatos não está atrelado apenas a figura de mãe, porém , ela é uma das figuras principais principais do desenvolvimento emocional humano, segundo a Psicanálise (Winnicottiana).

Então, você me pergunta o que é ser uma boa mãe para a Psicologia? Qual é a mãe que "melhor" proporcionará o desenvolvimento emocional da criança? Antes de mais nada, volto a falar que, só a mãe, mesmo que ela seja perfeita, não fará o milagre com o desenvolvimento da criança, se o ambiente ao redor estiver desorganizado e não trouxer a estrutura necessária para um individuo crescer.  Mas nesse post o foco é a mãe, " a Boa Mãe", ou como os Psicanalistas Winnicottianos ( que seguem os pressupostos de Donald Wood Winnicott) dizem: " Mãe Suficientemente Boa". Então, vamos pensar apenas na mãe, certo?!?! 

A boa mãe, ou a "Mãe Suficientemente Boa", é aquela que consegue reconher as necessidades do bebê desde a tenra idade e sabe a hora de retirar  seus cuidados quando não são mais necessários para a criança. Ou seja, é a mãe que coloca o seu filho "embaixo das asas" e o protege quando percebe que isso é necessário e saudável para o desenvolvimento da criança. Mas também, é a mãe que consegue compreender quando a criança pode seguir sozinha, fazer as coisas por si própria. 

 A "Mãe Boa" sabe quando é a hora de desmamar (mesmo que isso traga sofrimento para filho e mãe), sabe quando é a hora de deixar a criança levar aquele pequeno tombo para poder andar sozinho e com mais segurança, sabe quando é a hora de deixar o filho tomar as próprias decisões. Ela é o que muitos chamam de: "Mãe Desnecessária", aquela que não cria os filhos dependentes dela, e sim aquela que ajuda os filhos a terem asas para voar livres e independentes. Filhos criados pela "Boa Mãe" costumam ser mais seguros de si, são confiantes, sabem fazer escolhas (não são indecisos), sabem lidar com perdas e frustrações inerentes da vida.

E você que sempre pensou que ser uma Super Mãe era fazer tudo pelo filho e evitar ao máximo que ele se frustre e sofra!?!?! Você está enganada, pois se agir assim, estará criando uma criança despreparada para a vida. Repense seus conceitos e mude, pois sempre é tempo para  melhorar.




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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Crianças francesas não fazem manha?




Confesso que quando vi o "boom" em relação a esse livro e principalmente o nome dele, tive um pouco de preconceito. Mas já que  foi "Best seller" em vários países, resolvi dar uma chance  e ver o que tanto atraia as pessoas e me surpreendi com a leitura e com as colocações da autora.

No livro - Crianças francesas não fazem manhã- Pamela Druckerman (autora) conta a experiência de ser americana  e criar os filhos na França. A autora se prende as diferenças culturais entre a criação dos americanos e dos franceses desde o processo de gestação até o crescimento dos filhos. Através de suas observações diárias, do contato com profissionais especializados na criança e de seu estudo, ela chega a algumas conclusões do porque as crianças francesas são menos agitadas e manhosas em relação as americanas.

Não vou tirar o gostinho de vocês de lerem o livro, mas não poderei deixar de fazer minha análise em relação ao que li. Antes de mais nada, a leitura  desse livro é sim interessante para nós, brasileiros,  já que muito da nossa cultura e forma de educar os filhos está relacionada com a americana. Querendo ou não, nós nos  baseamos no "modo americano de ser" para muitas coisas no nosso dia- a- dia, maneira de se vestir (as marcas), alimentação e também em como educamos e reforçamos os comportamentos de nossas crianças.
O que mais me chamou a atenção no livro foi quando a autora descreve cenas num restaurante francês, no qual crianças sentam-se quietas, comem e esperam os pais comerem. Muito diferente do que ela descreve em relação as americanas e as nossas, não ?!?! Eu costumo fazer essa observação e muitas outras quando estou com crianças e seus familiares.
 Já observei em algumas ocasiões que os pais chegam no restaurante e desesperadamente pedem o prato da criança, pois elas não podem esperar nenhum minuto (até aí tudo bem elas serem prioridade neste momento), mas aí elas acabam de comer e não deixam seus pais comerem, pois não aguentam esperar. Aí ouço, ter filho pequeno é assim mesmo... E eu me pergunto, se alguma vez na vida esses pais ensinaram a criança esperar um pouco? Ou desde que nasceu ela é prioridade em tudo e nunca teve que esperar para nada? E não deixo de pensar também, como serão essas crianças quando adultos?
Certamente  esses futuros adultos sofrerão por esperar pela notícia de um emprego que desejam, se precipitarão para tomar decisões num relacionamento, ficarão angustiados ao ter que esperar por qualquer coisa, ou pior ainda, quando não forem o centro da atenção  na vida, provavelmente, sofrerão de ansiedade, distúrbios alimentares, depressão e tantas outras patologias conhecidas como mal do século.

Entendi que as crianças na educação francesa tem prioridades sim, afinal são crianças que necessitam de cuidados como qualquer outra, mas o pais não levam a maternidade como a principal coisa da vida e nem colocam a criança como centro de tudo.  Afinal, pais são seres humanos e tambem posuem prioridades, portanto a criança tem que esperar no restaurante para comer, tem que esperar o horário de todos, desde pequenos devem acostumar que os outros possuem necessidades como elas e assim, aprendem desde cedo a respeitar e a ceder para o outro. 

Por esse e por outros motivos achei a leitura do livro bem interessante para refletirmos a educação de nossas crianças. Será que realmente elas  devem ser sempre prioridade de tudo na vida dos pais? Será que a maneira com que criamos nossas crianças como centro de tudo não trará influencias negativas para os futuros adultos? Acho que a leitura do livro,  a reflexao sobre a criação e educação de uma criança pode trazer benefícios para pais e educadores.



 A autora também lançou outro livro, ainda não li inteiro, mas vi que segue a mesma linha de pensamento. Para quem gostou, a leitura é interessante também.



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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

É desde criança que se desenvolve o autocontrole.



Conforme vamos crescendo e passando pelas fases da vida, a tendência é o amadurecimento emocional e como consequência,  vamos aos poucos aprendendo a controlar nossas emoções. Porém, desde criança podemos desenvolver o autocontrole, basta estimular e ensinar as crianças sobre as emoções ( e mais uma vez falo da Educação Emocional).
Uma ferramenta que tenho usado na clinica com as crianças para esse propósito é  o "Semáforo do Autocontrole", segue imagem:

  
O desenho do semáforo acima fica exposto na sala de atendimento do meu consultório. Converso com a criança sobre as emoções , sobre quando é necessário respirar e manter a calma, sempre visualizando a imagem. Elas normalmente trazem que precisam de calma quando estão nervosos, com raiva e com medo. E assim, vou conversando com a criança e, junto com ela, vamos descobrindo maneira de controlar as emoções de acordo com que elas vão aparecendo.

É muito legal perceber como as crianças trazem respostas e soluções bacanas para resolver suas questões, além disso vou mostrando maneiras possíveis delas canalizarem seus sentimentos, caso elas não consigam uma resposta. O simples "bate-papo" com as crianças (com auxilio da imagem que criei) traz a autopercepção de si, o aprendizado sobre as emoções e o autocontrole. A atividade pode proporcionar melhoras em relação ao medo, agitação, ansiedade, agressividade e etc... 


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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

AUTISMO: informações úteis e atualizadas sobre o tratamento.


Já tem um tempo que venho dedicando um pouco no estudo sobre o Autismo, devido a uma demanda do meu trabalho como psicóloga clínica e, também, devido ao crescente número de casos que são diagnosticados na atualidade.
Resolvi escrever aqui um pouco do que aprendi  e vou deixar alguns documentários e livros que me ajudaram a aprofundar o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista.

...

O Autismo é um transtorno global do desenvolvimento de causa não conhecida e  que é marcado por algumas características  como:

-  Intensa dificuldade de socialização. As formas de contatos sociais no cérebro do autista estão associadas de forma diferenciada.  Possuem dificuldades de traduzir gestos/expressões , sentimentos  nas pessoas. Fogem do contato visual  (muitas vezes, desde a primeira mamada) e não gostam do toque. Na presença de outras crianças se isolam, podem ser hiperativos e se movimentam o tempo todo.
- Dificuldade em relação a linguagem e comunicação. Muitos autistas demoram para aprender a falar, não atendem pelo nome e tem dificuldades em relação a comunicação visual. Entendem tudo ao pé da letra (uma brincadeira simbólica pode se tornar verdade única).
- Comportamento repetitivo e restritivo. O mundo do autistaé      metódico, as coisas não  se modificam, a rotina é rígida, a alimentação é seletiva e se houver mudanças,  há desconforto. Além  disso, possuem tendências a repetições e movimentos repetitivos (há quem diga que possuem fascínio pelos movimentos circulares).


Sobre quem cuida (familiares) de um Autista e sobre o tratamento:

 Para mim, em meus estudos e observações, ficou claro que os familiares  passam a viver na condição do Autista também, pois muitas vezes não conseguem lidar com o comportamento deles . Muitas famílias não conseguem conter e modificar e acabam reforçando os comportamentos. 
Como a maneira de comunicação do autista acontece de forma diferente, é preciso fazer uma leitura diferenciada em relação ao comportamento do autista (por exemplo, as vezes eles se debatem para pedir algo, se o pedido for atendido, ele poderá adaptar o comportamento de se debater toda vez que for pedir algo).

 Um dos Métodos utilizados na terapia é o PECS - Picture Exchange Communication System (Sistema de Comunicação de Trocas de Figuras) - que consiste em ensinar o Autista (ou pessoas com distúrbio de comunicação) a se comunicarem de forma funcional através do auxilio de cartões e imagens.

Como os portadores do autismo possuem atrasos na fala e dificuldade de comunicação em geral,é aconselhável serem acompanhados por fonoaudiólogos também.
  
Segundo os médicos, medicações para o transtorno são  pouco utilizadas, apenas para ajudar em relação as hiper reações que possuem com mundo (por exemplo, agitação  excessiva quando ouvem barulhos, a agressividade).  Há famílias que incluem uma dieta livre de glúten para o autista, afirmam que o glúten faz com que os sintomas piorem, porém não     há confirmações científicas que comprovem isso.


Onde Tratar (onde familiares podem procurar ajuda):

- CAPS - Centro de Atenção Psicossocial - O CAPS é regido pelo SUS e varias cidades brasileiras possuem atendimento para Autistas.
- AMA - Associação de Amigos do Autismo-  se situa em São Paulo e, quando há vagas, o tratamento é gratuito  - www.ama.org.br
Eu também me mantenho disponível para ajudar, entre em contato pelo meu e-mail - anapaulamiessi@msn.com. 


...

Nesse meu breve estudo sobre o Transtorno do Espectro Autista, compreendi que eles percebem  e sentem o mundo de uma maneira muito singular e única, como se só eles vissem dessa forma e por este motivo, reagem a vida de uma maneira diferente em relação a gente. Fica claro para mim que são pessoas extremamente sensíveis e especiais, não é a toa ( que apesar de não se expressarem bem através das palavras) se expressam através do desenho, da música e das artes. Além disso, gostam das coisas simples da vida e convivem em plena harmonia com os animais.


O livro que eu indico para o entendimento do Autismo, com linguagem clara e simples é o - Mundo Singular - Entenda o Autsimo - de Ana Beatriz Barbosa Silva.

Alguns documentários que eu assisti e que me ajudaram no estudo sobre o Autismo:

- Filme/ Documentario - O Cerebro de Hugo.


- Misterios do Autismo (Discovery).



- Autismo: Drauzio Varela para o Fantástico.



- Dra Ana Beatriz Barbosa Silva no programa Cem Censura




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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Quando é necessário procurar um psicólogo?


  Quando é necessário procurar atendimento psicológico? Ou mais, quando de fato as pessoas recorrem a psicoterapia? 

Essa é a pergunta que eu mais escuto no meu dia-a-dia. A resposta em geral é muito simples e serve tanto para adultos ou pais que procuram terapia para seus filhos. A busca por tratamento psicológico se dá quando há algum sofrimento envolvido, no qual a pessoa não consegue sair do conflito sozinha.

Em adultos a busca acontece quando passam por alguma fase difícil como separação, perda de algum ente querido, problemas em relacionamentos amorosos e dificuldades no cotidiano de trabalho. Além disso, muitos buscam ajuda psicológica devido a diagnósticos psiquiátricos que podem ou não estar atrelados as questões citadas acima como: Depressão , Alcoolismo ,TOC, Bulimia/Anorexia, Síndrome do Pânico e outros. 

Cada vez mais idosos procuram por tratamento psicológico a fim de viverem melhor essa fase e superar perdas e mudanças recorrentes na vida. Também buscam a psicologia para tratamento de Alzheimer, Parkinson e outras doenças degenerativas do cérebro com o objetivo de terem estímulo da memória,cognição e psicomotora.

Já as crianças chegam até a mim pelos principais motivos: medo excessivo, dificuldades de aprendizagem, ansiedade (com sintomas que prejudicam o sono), questões em relação a separação de pais, dificuldade de socialização e questões escolares.
 
O trabalho do psicólogo também tem o intuito de ajudar crianças (ou adultos) com Autismo, TDAH e outros transtornos. O tratamento foca em estimular as capacidades que estão em deficits e ajuda o paciente a conviver e se adaptar ao seu cotidiano. O tratamento, nestes casos, também conta com orientações de pais e escolar.


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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Divertida Mente: a importância de reconhecer os sentimentos.






Em Junho estreou o novo filme da Disney - Pixar, Divertida Mente. A animação  mostra o que acontece dentro da cabeça de uma garotinha (Riley), desde o nascimento dela até a entrada da adolescência, fase em que muitas transformações ocorrem no cérebro e, principalmente, no que diz respeito ao amadurecimento emocional.  

Na trama, varias emoções convivem no cérebro de Riley como: Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho. A Alegria lidera os comandos das memórias de curto e longo prazo e se esforça para que a garotinha fique sempre feliz. Porém, como na vida, nunca temos controle de tudo e devido a grande mudança na vida de Riley, os outros sentimentos, passam a fazer parte do dia-a-dia da garota. Assim, a Alegria sai de cena (por alguns momentos) e da vazão a emoções não tao felizes, mas que cooperam para o crescimento e amadurecimento humano. 

A análise mais importante que faço do filme, no que diz respeito a psicologia e as emoções, é o fato da Alegria sempre estar junto com a Tristeza e no fim da animação, a grande conclusão (da personagem Alegria) é que a tristeza  é necessária para o desenvolvimento de Riley
E assim é a vida, não?  O processo do ser humano de amadurecimento    é doloroso, e o contato com os sentimentos de tristeza, raiva e medo são inevitáveis para o nosso crescimento. Alem disso, para compreendermos a alegria temos que ter vivenciado outros sentimentos, como a tristeza, por exemplo. 

O fato do filme dar ênfase a tristeza, e evitar que ela se torne a vilã da trama, mostra algo extremamento positivo e oposto do que percebo na nossa sociedade, já que vejo (principalmente com as crianças) que não se pode estar triste e que devemos estar sempre bem e felizes, ou seja, a tristeza é sempre negada. Outro exemplo atual em relação a isso, é a exposição nas redes sociais, no qual as pessoas só postam situações  felizes e negam o tempo todo a existência do outro lado da vida, os momentos difíceis  e tristes.

Se você ainda não se convenceu que deve assistir o filme ou que deve levar a criançada para assistir, aqui deixo o motivo de suma importância da animação. Divertida Mente, nos faz compreender e nomear nossos sentimentos, o que eu chamo de Educação Emocional (Clique a aqui para saber mais) e que é muito importante tanto na terapia infantil, quanto na terapia do adulto. Reconhecer os sentimentos   é  reconhecer a si próprio, e portanto, ajuda amenizar a angustia, os comportamentos agressivos, o medo, a ansiedade etc...

Segue o trailer do filme: Divertida Mente:




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